O que é Ransomware? Seu próximo ataque iminente!
Ransomware é um tipo de código malicioso que bloqueia parte do seu sistema ou pastas, criptografando todos os seus dados e escondendo a chave para que o usuário não consiga descriptografá-los. Uma vez que o sistema operacional é infectado, todas as informações armazenadas pela empresa ou indivíduo serão codificadas/comprometidas. Um aviso é dado e, a partir desse momento, o usuário não tem mais controle sobre a máquina infectada. Os dados ou a chave para descriptografar são liberados somente mediante pagamento. É como um "sequestro virtual" onde o pagamento geralmente é exigido em bitcoin (uma moeda virtual não rastreável) e não há garantia alguma de que o sequestrador fornecerá a chave para recuperar seus dados. Daí a explicação para a palavra 'ransom' (resgate). Embora seja visto como um problema de segurança recente, o ransomware não é um conceito novo: as primeiras referências a esse tipo de praga digital datam do final dos anos 1980, onde o vírus copiava dados da memória e do sistema, apagando todo o conteúdo do HD. Houve casos em que o usuário não pagava nenhum dinheiro, mas só conseguia recuperar seus dados se fizesse uma pontuação em um jogo exibido na tela. Em outros casos, existiam malwares desenvolvidos para extorquir dinheiro da vítima. A difícil detecção do ransomware e os disfarces que ele traz são os fatores que o tornam tão perigoso. Essa praga pode infectar seu PC de várias maneiras, e os principais pontos de entrada são: e-mail, navegação em sites comprometidos ou maliciosos, vulnerabilidades em sistemas operacionais e softwares, links suspeitos, instalação de aplicativos vulneráveis ou arquivos de programas pirateados, ou os famosos keygens (geradores de licença). Nenhum outro malware/vírus online é tão aterrorizante quanto o ransomware. E embora existam vários tipos, geralmente todos bloqueiam arquivos em uma máquina e os mantêm como reféns até que o resgate seja pago. A incidência de novas famílias de ransomware e variações em tentativas de ataque e infecção continua crescendo, e, como a gripe, é um vírus que sofre mutações. A explicação é óbvia: a internet facilita sua propagação e disseminação. E como esse tipo de praga pode gerar grandes quantias de dinheiro para os criminosos, acredita-se que eles não desaparecerão tão cedo do mercado.Como devo me proteger?
As formas de se proteger desse vírus prejudicial seguem as mesmas linhas de cuidado que evitar outros códigos maliciosos. Abaixo, listamos algumas boas práticas que podem ser adotadas e praticadas regularmente, que certamente ajudarão a neutralizar esse tipo de ataque:- Faça backups frequentes de todos os seus arquivos (ou dos mais críticos/importantes) para proteger seus dados. Assim, se infectado, a única maneira de recuperar o acesso aos seus arquivos será através do backup, seja na nuvem ou em dispositivos externos (HDs, pendrives, CDs, etc.). Idealmente, o backup deve ser executado automaticamente, sem qualquer intervenção humana. Afinal, onde há intervenção humana, há falha. Além disso, uma ferramenta de backup profissional oferece garantias de segurança e integridade muito maiores;
- Tenha cuidado, desconfie de tudo, ao acessar links suspeitos e e-mails estranhos, como aqueles falsos de bancos ou da Receita Federal, ou com anúncios de lojas e promoções imperdíveis. Não existe almoço grátis, companhias aéreas não dão passagens gratuitas se você compartilhar algo, e não existe iPhone grátis para o primeiro a se cadastrar em um site. Os cibercriminosos distribuem esses tipos de mensagens para atrair os usuários a clicar em um link malicioso para distribuir malware. Se você conseguir manter em sua empresa (ou família) uma forma eficiente de gerenciamento de conteúdo de navegação na web, alcançará muito mais segurança;
- Ative opções como "Mostrar extensões de arquivo" nas configurações do Windows da sua máquina. Isso facilitará a identificação de arquivos maliciosos, especialmente aqueles com extensões como .EXE, .VBS e .SCR;
- É essencial atualizar rotineiramente seu sistema operacional, navegador e outros programas para fechar as brechas de segurança que os hackers descobrem diariamente. A Microsoft, por exemplo, lança duas ou três atualizações por semana para seus produtos. E não pense que é porque a Microsoft não é segura, mas sim porque domina o mercado e, assim, sofre muito mais investigação de vulnerabilidades por hackers. Assim como o Android para smartphones. E sim, existem malwares para iOS (Mac), Linux ou qualquer outro sistema computacional; as preocupações devem ser as mesmas;
- Crie um ambiente de segurança integrado e monitorado para garantir que todas essas práticas de segurança sejam estendidas a cada novo ecossistema de rede online, permitindo coordenação e análise centralizadas;
- Contrate proteção web extra ou um antivírus robusto que possa proteger seu sistema contra esse ataque chamado Ransomware;
- Treine seus funcionários para não abrirem e-mails de origem desconhecida;
- Mantenha servidores e estações de trabalho sempre atualizados e implemente uma política de controle e segurança;
- Estruture e documente permissões de acesso para arquivos e sistemas.