One year of LGPD: what has already changed in companies?
28 de agosto de 2019
por
TRELSA-LOG TRANSPORTES ESPECIALIZADOS DE LIQUIDOS E LOGISTICA LTDA - EM RECUPERACAO JUDICIAL EM RECUPERACAO JUDICIAL, Kleber Leal by Zamak Portal
Em 2018, o então presidente Michel Temer sancionou a Lei Geral de Proteção de Dados, também conhecida como LGPD. No entanto, a lei só entrará em vigor em 16 de agosto de 2020, em menos de um ano. As empresas já estão preparadas para se adaptar às novas regras?
Atualmente, a situação das empresas brasileiras em diferentes setores pode ser dividida em dois cenários: mapeamento de dados e implementação de novas rotinas e práticas no manuseio dessas informações. De acordo com o vice-presidente da Gartner, ainda não há casos de empresas que já implementaram ações para cumprir a LGPD. No entanto, os setores financeiro e de varejo estão em processo avançado para finalizar a transição.
Implementação
O atraso na implementação dos padrões estabelecidos pela nova lei se deve à espera por algumas definições importantes da LGPD, bem como pela aprovação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O texto original da LGPD incluía a autoridade, mas ela acabou sendo excluída da proposta assinada por Temer.
Em dezembro do ano passado, próximo ao fim de seu mandato, Temer recriou a ANPD por meio de uma medida provisória que só poderia se tornar permanente se aprovada pelo Congresso Nacional. Isso aconteceu apenas em julho deste ano. Agora, o Senado precisa escolher cinco diretores para a autoridade de dados. Oficialmente, o governo ainda não tem indicações para os cargos.
Encarregado de Proteção de Dados
Outra mudança importante resultante da aprovação da LGPD foi a seleção do encarregado de proteção de dados (DPO). Em termos gerais, esse profissional servirá como elo entre a empresa e a ANPD, fornecendo informações e até relatórios sobre o processamento de dados.
Faltando menos de um ano para a implementação da lei, é importante definir o perfil desse profissional dentro das empresas. Alguns optam por pessoas ligadas à área jurídica (advogados, por exemplo), enquanto outros preferem um executivo da área de Tecnologia da Informação. No entanto, ouvidores também estão assumindo esse papel, pois possuem experiência no campo e lidam com dados da empresa e dos funcionários.
Fonte: Consumidor Moderno
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