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Segundo pesquisa, 35% da população fornece dados pessoais em troca de descontos

6 de fevereiro de 2019 por
Segundo pesquisa, 35% da população fornece dados pessoais em troca de descontos
Kleber Leal by Zamak Portal
Navegar pelo ambiente online com segurança é uma das principais preocupações dos consumidores atuais, mas com o advento do comércio eletrônico, a certeza dessa "segurança" tornou-se um tanto ameaçada. Isso porque os consumidores de hoje estão sempre em busca de ofertas para economizar dinheiro em qualquer época do ano e, para obter descontos atraentes, fornecem dados pessoais como números de telefone, contas do Facebook, endereços de e-mail, entre outras informações. Esse hábito pode transformar usuários em vítimas de roubo de identidade, além de outros ataques cibernéticos. Dados de uma pesquisa regional encomendada pela empresa global de segurança cibernética Kaspersky Lab e desenvolvida pela consultoria chilena de pesquisa de mercado CORPA constataram que quase 40% dos latino-americanos afirmam estar acostumados a fornecer dados pessoais em troca de cupons, descontos especiais ou programas de fidelidade. A população que mais pratica isso são os chilenos (47%), seguidos pelos colombianos (45%) e argentinos (44%). Em seguida, vêm os peruanos com 37%, brasileiros com 35% e mexicanos com 25%. Entre os compradores dispostos a compartilhar dados pessoais, 44% são jovens de 18 a 24 anos, 39% têm de 25 a 34 anos e 33% têm de 35 a 50 anos. Esses resultados fazem parte da campanha "Digital Hangover", que visa conscientizar sobre os riscos aos quais as pessoas estão expostas ao usar a internet sem cautela e, assim, evitar que se arrependam do que compartilham, aceitam ou baixam – especialmente durante o período de fim de ano, quando as transações online aumentam e o chamado "phishing", um método malicioso para atrair usuários da internet para páginas falsas e roubar seus dados, se intensifica. "Uma vez que tornamos nossas informações públicas, não há como voltar atrás. Quando agimos impulsivamente e compartilhamos dados pessoais ou aceitamos condições sem saber o que está por trás delas, podemos nos tornar vítimas de roubo de identidade, ter nosso e-mail e contas de redes sociais invadidos e sofrer perdas financeiras. Além disso, a divulgação de dados pode causar grandes danos à nossa privacidade, pois essas informações são frequentemente vendidas a terceiros para publicidade direcionada. Outro ponto importante: quando nos inscrevemos nesses descontos, também estamos concedendo certas permissões para o uso das informações que fornecemos, e muitos usuários não estão cientes disso", alerta Dmitry Bestuzhev, Diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky Lab na América Latina. O estudo também revelou o comportamento dos latino-americanos durante transações online: 62% dos entrevistados realizaram operações bancárias através de seus dispositivos móveis, e entre estes, os chilenos são os que mais fazem isso, com 77%. Eles são seguidos pelos colombianos (68%) e brasileiros (63%). Por outro lado, os que menos preferem métodos de pagamento móvel são os argentinos (54%), mexicanos (55%) e peruanos (56%), embora os números ainda sejam altos. As transferências bancárias ocupam o primeiro lugar nas operações online na América Latina, com 90% de preferência. Em seguida, com 50% de preferência dos usuários, vêm as compras online em supermercados, lojas de varejo e lojas no exterior. Os usuários com idade entre 25 e 34 anos são os que realizam mais transações móveis (69%). Com 60%, as pessoas de 35 a 50 anos ficam em segundo lugar e, por fim, os jovens de 18 a 24 anos (54%). "O uso e acesso a aplicativos ou páginas da web que incentivam transações bancárias, seja por meio de descontos e cupons atraentes ou de produtos e serviços de interesse, também representam uma oportunidade para cibercriminosos. Para se ter uma ideia, 22% dos usuários latino-americanos afirmam ter tido uma conta online invadida nos últimos 12 meses, e a Kaspersky Lab registrou um aumento de 14,5% na atividade de malware na região em comparação com 2017 – com uma média de 3,7 milhões de ataques por dia, ou mais de um bilhão este ano", explica Bestuzhev. Ele acrescenta que a ideia não é criar uma paranoia nas pessoas, mas "devemos nos educar sobre ameaças cibernéticas e nos proteger com ferramentas que nos permitam prevenir ou identificar possíveis ataques". Fonte: Canal Tech
Segundo pesquisa, 35% da população fornece dados pessoais em troca de descontos
Kleber Leal by Zamak Portal 6 de fevereiro de 2019
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