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Segurança no Uso de IA

O que é deepfake?

Deepfake é um conteúdo de vídeo, áudio ou imagem falso, criado por inteligência artificial para imitar de forma convincente uma pessoa real. A tecnologia clona rosto e voz a partir de material público, e vem sendo usada em fraudes: um golpista pode aparecer numa chamada de vídeo com a cara e a voz de um executivo para autorizar uma transferência que nunca deveria acontecer.

Zamak TechnologiesAtualizado em 11 de julho de 2026

Como um golpe de deepfake acontece

O deepfake transformou a velha fraude do falso chefe numa encenação quase perfeita. O golpe costuma seguir quatro etapas:

1

Coleta de material público

O golpista junta vídeos, fotos e áudios do alvo, um executivo, disponíveis em palestras, entrevistas, redes sociais e reuniões gravadas.

2

Criação do clone

Com IA, ele gera um rosto e uma voz que imitam a pessoa. Bastam segundos de áudio para clonar uma voz com alto grau de semelhança.

3

O contato que parece legítimo

A vítima recebe uma chamada de vídeo ou uma mensagem de voz do chefe pedindo urgência e sigilo. Ver e ouvir a pessoa derruba a desconfiança.

4

A ação irreversível

Sob pressão, o funcionário transfere o dinheiro ou entrega o dado. Quando a fraude é descoberta, o valor já saiu, muitas vezes em várias transações.

Fonte: casos corporativos reportados (Fortune, CNN) e pesquisa de mercado (Gartner, Deloitte).

Sinais de alerta de um deepfake

  • Um pedido urgente e sigiloso de dinheiro ou dado, feito por vídeo ou voz, que foge do processo normal da empresa.
  • Pequenas falhas na imagem: piscar estranho, sincronia imperfeita entre lábios e som, iluminação ou bordas do rosto inconsistentes.
  • A pessoa evita ações ao vivo que um vídeo falso tem dificuldade de reproduzir, como virar o rosto de lado ou responder a uma pergunta inesperada.
  • Pressão para pular a verificação: não conte a ninguém, precisa ser agora, é confidencial.
  • O canal muda de repente: um assunto sério que sempre foi tratado pessoalmente aparece numa chamada inesperada.

Os tipos de deepfake usados em fraude

  • Vídeo Rosto trocado ou recriado em tempo real, usado em chamadas de vídeo para se passar por um executivo ou parceiro de negócio.
  • Voz (clonagem de áudio) Uma ligação ou mensagem de voz com a voz imitada do chefe. Basta uma amostra curta de áudio para criar um clone convincente.
  • Imagem Fotos falsas de pessoas, documentos ou situações, usadas para dar credibilidade a um golpe ou a um perfil falso.
  • Combinação com engenharia social O deepfake raramente age sozinho: entra depois de um e-mail de pretexto para reforçar a farsa e vencer a última desconfiança da vítima.

Por que o deepfake é uma ameaça real ao negócio

$ 25,6 mi
o valor que uma empresa de engenharia perdeu num golpe de deepfake por chamada de vídeo (Fortune, 2024)
62%
das organizações sofreram um ataque de deepfake nos 12 meses anteriores (Gartner, 2025)
3 segundos
de áudio bastam para clonar uma voz com alta semelhança

O deepfake tirou da fraude o seu maior obstáculo: a desconfiança de ver e ouvir. Num caso amplamente reportado, um funcionário de uma empresa de engenharia entrou numa chamada de vídeo com o que parecia ser o diretor financeiro e outros colegas, todos falsos, e transferiu $ 25,6 milhões em quinze transações (Fortune, 2024). Não foi azar isolado: uma pesquisa de 2025 apontou que 62% das organizações sofreram algum ataque de deepfake no ano anterior (Gartner). O que torna a ameaça acessível é que a matéria-prima é pública, qualquer executivo que aparece em palestras e vídeos já tem rosto e voz disponíveis, e clonar uma voz exige segundos de áudio. Projeções de mercado estimam que a fraude potencializada por IA generativa saltará de bilhões para dezenas de bilhões até o fim da década (Deloitte). O antídoto não é só tecnológico: é processo. Nenhuma transferência importante deveria depender só de ver e ouvir.

Como proteger a empresa contra deepfakes

Contra o deepfake, o processo protege mais do que o olho. As defesas que funcionam combinam gente e tecnologia:

  1. Verificação por segundo canalNenhum pedido de transferência ou dado sensível se confirma só por vídeo ou voz. Um retorno por um canal conhecido e independente quebra o golpe.
  2. Regra da palavra-chaveCombinar uma frase de verificação para pedidos financeiros urgentes. O golpista não a conhece, por mais real que pareça.
  3. Processo que remove a pressãoDefinir que pagamentos acima de um valor exigem dupla aprovação e nunca fogem do fluxo, mesmo a pedido do chefe.
  4. Treinar o time para o novo golpeAs pessoas precisam saber que rosto e voz podem ser falsos. A conscientização é a primeira barreira, porque o golpe ataca a confiança, não o sistema.
  5. Reduzir a exposição de executivosAvaliar quanto material público de dirigentes está disponível ajuda a dimensionar o risco e a orientar quem é alvo preferencial.

Na prática

Combine hoje, com o seu time financeiro, uma regra simples: nenhuma transferência urgente pedida por vídeo ou voz sai sem uma confirmação por um segundo canal. Essa única regra teria evitado os maiores golpes de deepfake já registrados.

Como a Zamak ajuda contra o deepfake

A Zamak Technologies trata o deepfake como uma ameaça de engenharia social potencializada por IA, dentro da cibersegurança gerenciada do Método Zamak: combina conscientização do time, processos de verificação por segundo canal e defesa de identidade e e-mail, ao lado da equipe interna. Um bom ponto de partida é entender a exposição de IA e de dados da empresa com o diagnóstico de exposição de IA.

Perguntas frequentes sobre deepfake

O que é um deepfake?
É um conteúdo de vídeo, áudio ou imagem falso, gerado por inteligência artificial para imitar de forma convincente uma pessoa real. Vem sendo usado em fraudes corporativas para se passar por executivos.
Como funciona um golpe de deepfake?
O golpista coleta material público do alvo, gera um clone de rosto e voz, e faz um contato urgente e sigiloso (muitas vezes por chamada de vídeo) pedindo uma transferência ou um dado. Ver e ouvir a pessoa derruba a desconfiança da vítima.
Deepfake é a mesma coisa que a fraude do CEO?
É a evolução dela. A fraude do CEO (um tipo de BEC) já pedia dinheiro em nome do chefe por e-mail. O deepfake adiciona rosto e voz falsos, tornando o pedido muito mais convincente.
Como detectar um deepfake numa chamada?
Procure falhas sutis (piscar estranho, sincronia labial imperfeita, bordas do rosto inconsistentes), peça uma ação ao vivo difícil de forjar e desconfie de urgência e sigilo. Mas a defesa mais confiável é o processo, não o olho.
Como proteger a empresa contra deepfake?
Com processo antes de tecnologia: verificação por um segundo canal para pedidos financeiros, dupla aprovação de pagamentos, uma palavra-chave combinada e treino do time. Some-se defesa de identidade e de e-mail.
Empresa pequena é alvo de deepfake?
Sim. O golpe não depende do porte, mas do valor de uma transferência e da existência de material público de quem manda. Qualquer empresa que faz pagamentos por pedido de um gestor está no alcance.