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Ransomware tira vendas online da M&S do ar por 46 dias

O ataque à M&S revela o que pode acontecer com qualquer varejista despreparado
20 de março de 2026 por
Ransomware tira vendas online da M&S do ar por 46 dias
Kleber Leal by Zamak Portal

Atualizado em 25/10/2026

Quando o caixa para: o ataque que paralisou a M&S

Em abril de 2025, a Marks & Spencer (M&S), varejista britânica com cerca de 1.400 lojas, foi alvo de um ataque de ransomware atribuído a afiliados do grupo DragonForce, segundo o BleepingComputer. O incidente suspendeu o pagamento por aproximação e a retirada na loja (click and collect) e interrompeu os pedidos online por 46 dias, de 25 de abril a 10 de junho de 2025. A M&S estimou impacto de cerca de £300 milhões no lucro operacional do exercício 2025/26, antes de seguro e de medidas de mitigação, e dados pessoais de clientes, como nome, e-mail, endereço, telefone, data de nascimento e histórico de pedidos online, foram roubados (sem dados de cartão utilizáveis nem senhas, segundo a M&S).

O caso ganhou ampla repercussão internacional não apenas pela dimensão das perdas, mas pelo tempo de paralisação. Semanas sem vendas online, com pagamento por aproximação e retirada na loja suspensos e todos os clientes obrigados a redefinir a senha. Uma empresa com recursos bilionários e equipes dedicadas de TI ficou de joelhos por semanas a fio.

E aqui surge a pergunta que todo gestor de empresa deveria fazer: se uma rede desse porte levou semanas para se recuperar, quanto tempo levaria a minha empresa?

O que esse ataque significa para empresas menores

É natural pensar que ataques dessa magnitude são exclusivos de grandes corporações. Na prática, acontece o oposto. As PMEs são alvos preferenciais de ransomware exatamente porque costumam ter menos camadas de proteção, equipes de TI reduzidas ou inexistentes, e backups que nunca foram testados de verdade. De acordo com dados levantados sobre tendências de ciberataques com uso de inteligência artificial, os ataques estão cada vez mais automatizados e direcionados, o que reduz o custo operacional para os criminosos e aumenta o volume de alvos atingidos simultaneamente.

No caso de um ataque cibernético ao varejo, os impactos são imediatos e brutais: caixas que não processam pagamentos, estoque que não dá baixa, pedidos online que somem, clientes que não conseguem ser atendidos. Para uma empresa com 10 a 200 funcionários, dois ou três dias nessa condição já podem comprometer o fluxo de caixa do mês inteiro. Uma semana pode ser irreversível.

O setor de varejo, alimentação e comércio em geral é especialmente vulnerável porque opera com sistemas interconectados, alto volume de transações e dados sensíveis de clientes, três elementos que tornam a superfície de ataque ampla e atraente para grupos como o DragonForce. A cibersegurança para supermercados e varejistas ainda é tratada como custo secundário em muitas PMEs, quando deveria ser vista como infraestrutura crítica, tão importante quanto o sistema de refrigeração ou o sistema de ponto de venda.

Outro ponto pouco discutido: quando dados de clientes são expostos, as consequências vão além do operacional. Há obrigações legais de notificação (a LGPD no Brasil e normas equivalentes nos EUA exigem ação rápida), potencial de multas regulatórias e, principalmente, danos à confiança do consumidor que levam meses ou anos para se reconstruir.

O que fazer para não virar manchete

A boa notícia, e ela existe, é que a maioria dos ataques de ransomware bem-sucedidos explora falhas conhecidas e evitáveis. O ransomware raramente entra e detona imediatamente. Existe um período de movimentação interna nos sistemas, chamado de movimento lateral, em que o atacante mapeia a rede, escala privilégios e posiciona o malware antes de ativá-lo. Esse intervalo pode durar dias ou até semanas, e é exatamente nessa janela que uma estrutura de monitoramento ativo consegue identificar e interromper o ataque antes do dano real.

As capacidades que fazem diferença na prática incluem:

  • Monitoramento contínuo: alertas em tempo real para comportamentos anômalos na rede, como acessos incomuns, transferências de grandes volumes de dados ou tentativas de escalonamento de privilégios.
  • EDR (Endpoint Detection and Response): proteção avançada nos dispositivos que vai além do antivírus tradicional, capaz de identificar ameaças comportamentais mesmo sem assinatura conhecida.
  • Gestão de patches atualizada: grande parte dos ataques entra por vulnerabilidades já corrigidas pelos fabricantes de software, mas que nunca foram aplicadas na empresa. Manter sistemas atualizados fecha essa porta.
  • Backup com recuperação testada: não basta ter backup. É preciso saber, com certeza, que ele funciona. Testes regulares de restauração garantem que, em caso de ataque, o tempo de recuperação seja medido em horas, não semanas.
  • Segmentação de rede: separar sistemas críticos (como PDV, estoque e financeiro) em segmentos isolados limita o raio de explosão de um eventual ataque, impedindo que ele se espalhe por toda a infraestrutura.

Um plano de continuidade de negócio (BCP) bem estruturado complementa essas camadas técnicas, garantindo que a equipe saiba exatamente o que fazer nas primeiras horas de um incidente, com quem entrar em contato e quais sistemas priorizar na restauração.

Pergunta estratégica para o decisor

Se amanhã cedo os sistemas da sua empresa acordassem criptografados, em quanto tempo você conseguiria retomar as operações, e quanto isso custaria?

Essa resposta deveria estar documentada, testada e conhecida por toda a liderança da empresa, antes que a pergunta se torne real. Um provedor de TI gerenciada com capacidade de monitoramento 24/7, EDR ativo, gestão de patches e backup com recuperação testada regularmente transforma essa resposta de incerta para concreta. Em vez de semanas de paralisação e perdas milionárias, o cenário passa a ser de contenção em horas e restauração controlada, com comunicação clara para clientes, fornecedores e equipe.

A proteção contra ransomware não é mais uma questão de tamanho da empresa. É uma questão de preparo. E o preparo certo, com as camadas certas, está ao alcance de PMEs de todos os portes. O caso da M&S é um lembrete pesado, mas também é uma oportunidade para revisar, fortalecer e agir antes que o imprevisto chegue.

Referências

Quer saber se a sua empresa estaria preparada para um cenário como o da M&S? Fale com a equipe da Zamak em zamakt.com/contactus e agende uma Consultoria Inicial Cortesia, sem compromisso.

Perguntas frequentes

O que aconteceu no ataque de ransomware à Marks & Spencer (M&S) em 2025?

Em abril de 2025, a varejista britânica M&S sofreu um ataque de ransomware atribuído a afiliados do grupo DragonForce, que suspendeu o pagamento por aproximação e a retirada na loja e interrompeu os pedidos online por 46 dias, de 25 de abril a 10 de junho. A M&S estimou impacto de cerca de £300 milhões no lucro operacional do exercício, antes de seguro, e dados pessoais de clientes (sem dados de cartão utilizáveis nem senhas) foram roubados.

Por que pequenas e médias empresas (PMEs) são alvos preferenciais de ransomware?

Porque costumam ter menos camadas de proteção, equipes de TI reduzidas ou inexistentes e backups que nunca foram testados de verdade, o que reduz o custo do ataque para os criminosos. Para uma empresa de 10 a 200 funcionários, dois ou três dias de sistemas parados já podem comprometer o fluxo de caixa do mês inteiro, e uma semana pode ser irreversível.

Como uma empresa pode se proteger de um ataque de ransomware antes que ele cause dano?

O ransomware raramente entra e detona imediatamente: existe uma janela de "movimento lateral", que pode durar dias ou semanas, em que o atacante mapeia a rede e escala privilégios antes de ativar o malware, e é nesse intervalo que um monitoramento ativo consegue interromper o ataque a tempo. As capacidades citadas como as que fazem diferença na prática são monitoramento contínuo 24/7, EDR, gestão de patches atualizada, backup com recuperação testada regularmente e segmentação de rede, complementadas por um plano de continuidade de negócio (BCP).

Ransomware tira vendas online da M&S do ar por 46 dias
Kleber Leal by Zamak Portal 20 de março de 2026
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